Espionagem: como a NSA coleta dados na Internet para o programa PRISM

Anonymous

No último sábado (29), o jornal The Washington Post divulgou novos slides liberados por Edward Snowden que mostram como a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) monitora o tráfego da Internet em seu programa secreto, intitulado PRISM.

O programa está em operação desde 2007 e a Microsoft foi a primeira a ingressar no esquema no ano de seu lançamento, seguida pelo Yahoo!, em 2008. Facebook, Google e PalTalk entraram para o programa em 2009; o YouTube em 2010; Skype e AOL em 2011 e a última a ingressar foi a Apple, no ano passado. Snowden alega em sua denúncia que os principais mecanismos utilizados pelo órgão para obter dados sobre os cidadãos norte-americanos são os provedores de Internet.

O Washington Post explica que os novos documentos divulgados pelo jornal trazem detalhes adicionais sobre o funcionamento do programa, incluindo níveis de revisão e controle de supervisão na NSA e no FBI. Os documentos também mostram como o programa interage com as empresas de Internet.

Saiba mais: Governo dos EUA tem acesso a informações de nove empresas de internet

Aquisição de dados de um novo alvo

O slide abaixo descreve o que acontece quando um analista da NSA “encomenda” informações de um novo alvo de vigilância ao sistema PRISM. O pedido para adicionar um novo alvo é repassado imediatamente para um supervisor, que analisa os termos de busca. Em seguida, esse supervisor deve endossar uma “crença razoável” ao analista, definida como 51% de confiança, já que o alvo especificado é um estrangeiro que está no exterior no momento da coleta dos dados.

PRISM Tasking ProcessImagem: Reprodução / The Washington Post

Análise das informações coletadas por empresas privadas

Depois que as informações de comunicação são adquiridas, os dados são processados e analisados por sistemas especializados que lidam com registros de voz (ligações gravadas), texto, vídeo e “informações da rede digital”, que incluem a localização e assinatura única dos dispositivos do alvo.

PRISM Collection DataflowImagem: Reprodução / The Washington Post

Cada alvo recebe um sistema de numeração

O formato de numeração dos casos no PRISM reflete a viabilidade de vigilância em tempo real, bem como de conteúdos armazenados. Dependendo do provedor (Google, Microsoft, e todos os demais colaboradores do PRISM), a NSA pode receber notificações ao vivo sempre que um de seus alvos enviarem um e-mail, por exemplo. De acordo com os slides, o órgão seria capaz até mesmo de ouvir as ligações em tempo real.

PRISM Case NotationsImagem: Reprodução / The Washington Post

Pesquisando o banco de dados do PRISM

De acordo com este slide, no dia 5 de abril havia 117.675 alvos de vigilância ativos no banco de dados antiterrorismo do PRISM. O slide não mostra a quantidade de usuários da Internet que têm seus dados coletados “por acaso” durante o processo de fiscalização do governo.

PRISM Banco de Dados

Imagem: Reprodução / The Washington Post

Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/internet/Como-a-NSA-coleta-dados-para-o-programa-PRISM/#ixzz2XstQMYJg
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Fonte: Canaltech
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