Volvo V40: o carro mais seguro do mundo

VOLVO V40 II

 

Volvo escolheu o estado do Espírito Santo, porta de entrada de seus veículos no Brasil, para apresentar à imprensa especializada seu principal produto não só deste, mas dos últimos anos, o Volvo V40. Quem acompanha os modelos da marca sueca há algum tempo, pode estar pensando que trata-se de uma perua, por causa da letra V, mas neste caso o modelo pertence ao segmento de hatches premium e a marca explica que a consoante refere-se a “versatilidade”. Paulo Solti, presidente da marca no Brasil afirma que o V40 chega ao País pronto para disputar (e ganhar) uma fatia do mercado com os – também recém-chegados – Audi A3,Mercedes Classe A e BMW Série 1.

O modelo é produzido na Bélgica e já é bem quisto no Velho Continente. Foi considerado o veículo mais seguro do mundo pelo programa EuroNCAP e é exatamente neste quesito que o V40 busca se diferenciar de seus rivais. O grande destaque fica por conta do inédito airbag para pedestres. Sete sensores localizados no para-choque dianteiro identificam a presença de pedestres e, caso haja uma colisão, a tampa do capô é parcialmente levantada e uma bolsa de ar é aberta sobre o para-brisa, minizando a pancada do pedestre com o veículo.

A probabilidade de vermos este sistema em funcionamento seria mínima não fosse por um deslize do condutor que testava um outro dispositivo na ocasião, o detector de pedestres. Este sistema freia completamente o veículo quando identifica a presença de pessoas e os sensores detectam que o motorista não irá esboçar nenhuma reação. No entanto, ele é acionado apenas em velocidades até 35 km/h. Em um dos testes que presenciamos, o condutor extrapolou essa velocidade e o carro colidiu com as hastes que serviam de obstáculo para a simulação. Os sensores do para-choque, então, identificaram que pudesse ser uma pessoa e o airbag foi acionado em frações de segundos. O capô do carro sofreu boas deformações, mas até o final do evento não obtivemos resposta de quanto o dono do veículo desembolsaria para reparar o airbag e o belo capô em V.

O hatch ainda possui outros sistemas de segurança que ajudam (e muito) o motorista. Um deles é o aviso de mudança de faixa que, ao notar que o carro está saindo da pista, o volante vibra e corrige a trajetória; e também o Park Assist, que faz todo o trabalho “chato” da baliza para o motorista, cabendo a ele apenas pisar no acelerador.

Há ainda o City Safety, que freia automaticamente o carro caso o motorista não reaja a tempo de evitar uma colisão iminente, e oRoad Sign Information, que monitora as placas de velocidade da via e avisa o motorista caso ele exceda o limite. Porém, durante nossa avaliação este sistema não funcionou.

Pelas curvas de Vitória

Se na Europa o carro conta com cinco opções de motorização, para o Brasil, o V40 vem em uma única, equipado com um propulsor 2.0 Turbo Dynamic que produz 180 cv. Durante o longo teste drive de 220 quilômetros, feito durante uma viagem de ida e volta entre Vitória e o Parque Estadual da Pedra Azul, no Espírito Santo, o carro mostrou bom desempenho. Ao encostar o pé no acelerador pude sentir o 30,6 kgfm de torque, disponíveis entre 2.700 rpm e 4.000 rpm, transmitindo segurança nas ultrapassagens. Nas sinuosas curvas do trecho o carro, ficou colado no chão o tempo todo, com pouquíssima inclinação da carroceria e suspensão bem acertada, outro ponto favorável.

Todavia, caso o motorista cometa algum deslize, ainda pode contar com os sistemas como o controle dinâmico de estabilidade e tração (DSTC), controle avançado de estabilidade (ASC) e em último caso, os sete airbags internos que vêm de série.

O câmbio automático de seis marchas tem trocas suaves e rápidas, mas senti falta das borboletas atrás do volante para trocas sequenciais. Para uma condução mais esportiva, deve-se fazer as trocas na própria manopla de câmbio que, aliás, é moderna e iluminada. De acordo com o fabricante, o hatch vai de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e a velocidade máxima é de 250 km/h.

No interior, embora o painel tenha linhas bem simples sem aquela enxurrada de botões que encontramos nos carros modernos, precisei de um certo tempo para me familiarizar com todos os comandos que o carro oferece. O painel de instrumentos é bonito e totalmente digital, com três modos de visualização, EcoElegance e Performance. Já o tratamento acústico em relação ao ruído de rolamento dos pneus em alta velocidade é um item que poderia ser melhorado.

O console flutuante foi mantido, há bancos em couro, direção elétrica, ar condicionado digital e sistema de áudio com oito alto falantes e tela de 7 polegadas de série. A marca pecou em não disponibilizar na versão de entrada o GPS integrado. Afinal, estamos falando de um carro que parte de R$ 115.950.

A Volvo oferece três pacotes de opcionais. O Sport adiciona teto solar, rodas aro 18 e faróis de xenôn por mais R$ 12 mil. O pacote High Tech inclui GPS, câmera traseira, Park Assist e leitor de DVD por mais R$ 10 mil. Já o pacote que inclui todos os itens de segurança, inclusive o airbag externo, custa R$ 15 mil. Caso o cliente queira levar a versão mais completa, o carro chega a custar R$ 159.950.

DNA Volvo

No design, o V40 ganhou filetes de LED e grade mais baixa na dianteira. O DNA da marca foi mantido principalmente na traseira, com lanternas de arestas volumosas já característica dos modelos Volvo. Nas laterais, a linha de cintura, mais alta, dá sensação de velocidade ao conjunto, porém proporciona uma sensação um pouco claustrofóbica para quem vai atrás. Neste quesito, o grande teto solar panorâmico, oferecido na versão Sport faz toda a diferença.

Atuação da Volvo no Brasil

Paulo Solti afirmou que a meta é comercializar 700 unidades do V40 até o fim do segundo semestre. A estratégia da marca, segundo Solti, é entregar ao mercado um carro mais completo que seus concorrentes.

Com apenas quatro modelos à venda no Brasil (S60V60XC60 e o novo V40) a Volvo não tem atuação tão ostensiva no País se comparada a outras montadoras premium como a BMW, por exemplo. A divisão brasileira da marca disse que um marketing menos agressivo é uma característica cultural escandinava –  que eles estão lutando para mudar.

Fonte:

 

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