Scania e Volvo em briga de vizinhos

VOLVO E SCANIA

 

Fabricantes suecas comemoram resultados de 2013 e revelam seus planos para 2014

 
por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press
No universo automotivo, há rixas entre empresas originárias de um mesmo país que, com a globalização, se tornam rivalidades planetárias. É o caso das norte-americanas General Motors e Ford, das alemãs BMW e Mercedes-Benz ou das japonesas Toyota e Honda. Todas encaram dezenas de concorrentes ao redor do mundo, mas mantém em cada mercado especial atenção à rival compatriota. No setor de caminhões e ônibus, um confronto do gênero acontece entre as suecas Scania e Volvo. A Scania, fundada em 1900 e sediada na cidade de Södertälje, chegou ao Brasil em 1957 e em 1962 instalou sua fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Já a Volvo foi fundada em 1927 na cidade de Gotemburgo, chegou ao Brasil meio século depois, em 1977, mas só inaugurou sua unidade industrial em Curitiba, no Paraná, em 1980. Com foco nos mesmos segmentos de mercado – caminhões pesados, semipesados e chassis de ônibus – ambas acabam de apresentar seus resultados do ano passado e suas perspectivas para 2014 no mercado nacional.
E 2013 foi um ano para ficar na história, tanto para a Scania quanto para a Volvo. Ambas quebraram seus próprios recordes de vendas no país. A fabricante de São Bernardo do Campo vendeu um total de 19.698 caminhões e 1.126 chassis de ônibus urbanos e rodoviários, enquanto a empresa que produz em Curitiba se saiu ainda melhor em ambos os segmentos e contabilizou 20.731 caminhões e 1.661 ônibus. “A cada cinco caminhões dos segmentos de pesados e semipesados vendidos no Brasil, um é Volvo”, explica Bernardo Fedalto, diretor comercial de vendas e de marketing de caminhões da Volvo no Brasil.
Mas, apesar de ter vendido menos caminhões e ônibus que a concorrente, a Scania pode se gabar de ter terminado 2013 com o caminhão mais vendido do mercado nacional. O pesado R440 emplacou sozinho 10.508 unidades e deixou para trás o líder de mercado dos últimos anos – exatamente o rival Volvo FH 460. “O transportador está cada vez mais profissionalizado e acompanhamos as demandas dos clientes com melhorias contínuas”, justifica Eronildo Santos, diretor de vendas de veículos da Scania do Brasil.
A Scania ainda foi a fabricante que obteve o maior incremento de vendas no mercado brasileiro de caminhões. Dos 11.078 caminhões comercializados em 2012 aos 19.698 emplacados em 2013, registrou um salto de 77,8%. Mas a marca de Gotemburgo também não teve do que se queixar. Com os 20.731 caminhões que vendeu em 2013, entre pesados e semipesados, a Volvo teve um crescimento de 30,6% em um ano e quebrou seu recorde nacional de emplacamentos. Além disso, atingiu a posição de terceira marca no ranking geral de vendas de caminhões no país – perde apenas para MAN/Volkswagen e Mercedes-Benz. Entre os pesados, a Volvo vendeu 14.979 caminhões, mas viu a Scania tornar-se líder de vendas do segmento, com 32,2% de participação e 17.983 unidades comercializadas.
Na disputa dos caminhões semipesados, a Scania foi quem percentualmente mais cresceu. O aumento nos emplacamentos chegou a 51% – dos 1.136 de 2012 aos 1.715 de 2013. O “share” atual da Scania entre os semipesados é de 3,6%, mas a proposta é atingir 10% do segmento até 2016, embalado pelo P 310, o semipesado campeão de vendas da marca. “São volumes históricos para a Scania. Entramos nesse segmento em 2010 e ainda estamos na fase de entender o perfil desse cliente”, comemora Eronildo Santos, da Scania. Mais bem estabelecida no segmento, a Volvo emplacou 5.752 unidades de sua linha VM de semipesados, 23,9% de crescimento sobre as 4.643 unidades vendidas em 2012. Atingiu um inédito “share” de 12% entre os semipesados – eram 10,1% no ano anterior. “A linha VM conquistou o transportador”, festeja Bernardo Fedalto, da Volvo.
Para manter o ritmo em 2014, uma das apostas da Scania é o crescimento da rede de concessionárias. Devem passar das atuais 112 para 124 no fim do ano, indo até 133 no final de 2015 – o que deverá gerar um investimento de R$ 133 milhões. Já a Volvo promete sair das atuais 90 concessionárias e abrir sua centésima loja ainda esse ano, mas as principais propostas são continuar investindo na expansão da fábrica de Curitiba e construir um novo depósito de peças, junto à fábrica paranaense, até o final do ano. O FH16 750, que com seus 750 cv é o caminhão mais potente do Brasil, será o “modelo de imagem” da marca por aqui. Na rede Scania, uma novidade mais prosaica: o óleo sintético LDF-3, uma alternativa ao óleo mineral. Segundo a fabricante sueca, seu uso pode dobrar os intervalos de troca e gerar economia de até 15% nos custos de manutenção.
Em termos de novos caminhões, estão previstas para esse ano na Scania versões 8X4 para as linhas de pesados e semipesados, mas a marca não confirma as datas de lançamento. Na Volvo, também chegarão novos produtos, mas ainda não foi decidido qual das outras marcas globais do grupo irá estrear no Brasil – a francesa Renault Trucks, a japonesa UD (antiga Nissan Diesel) ou a norte-americana Mack. A data do desembarque dessa nova marca por aqui também continua indefinida.
Fonte:
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