Os destaques de 2015 nos cinemas

CAPA2

 

É hora de relembrar os fatos mais importantes no mundo do cinema ao longo do ano quase encerrado!

Vai um chicotinho aí?

Sexo vende, tanto na literatura quanto no cinema. A velha máxima foi mais uma vez confirmada com o frisson em torno de Cinquenta Tons de Cinza, que teve pré-estreia mundial em pleno Festival de Berlim! Comentários negativos surgiram de todo lado, não apenas em relação à história criada por E.L. James mas também à escolha de Jamie DornanDakota Johnson como protagonistas, mas fato é que o longa fez bonito nas bilheterias: cerca de 6,6 milhões de espectadores no Brasil e bilheteria mundial de US$ 570 milhões. As sequências, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, já estão devidamente encomendadas.

A polêmica de Sniper Americano

O mais recente filme dirigido por Clint Eastwood estreou nos Estados Unidos em pleno Natal, em circuito limitado. Na época, ninguém poderia imaginar que a cinebiografia de Chris Kyle, o atirador mais letal do exército norte-americano na Guerra do Iraque, poderia se tornar o filme de maior bilheteria no país entre os lançados em 2014 e ainda receber seis indicações ao Oscar (e vencer na categoria de edição de som). Entretanto, todo o sucesso de bilheteria foi ofuscado pela polêmica em torno do modo como os iraquianos eram retratados no longa-metragem, chamados de “terroristas” e “bárbaros” pelo personagem de Bradley Cooper. Um certo bebê pouco convincente também bombou nas redes sociais…

Vida longa e próspera!

Em 27 de fevereiro, um ícone da ficção científica se foi. Leonard Nimoy, o eterno intérprete de Spock na série Jornada nas Estrelas (ou Star Trek, no original), faleceu devido a uma doença pulmonar. Homenagens de todo o tipo foram feitas, seja por fãs oupelos elencos de Star Trek: Sem Fronteiras e The Big Bang Theory, e até mesmo o filho de ator iniciou um crowdfunding para rodar um documentário sobre o pai. Além disto, a Apple resolveu homenageá-lo com um emoji especial.

O Homem-Pássaro

Só deu Birdman no Oscar deste ano! A comédia dramática dirigida por Alejandro González Iñárritu faturou quatro Oscar, incluindo as cobiçadas estatuetas de filme e direção. Por mais que Michael Keaton tenha perdido o duelo com Eddie Redmayne na luta pelo prêmio de melhor ator, o Homem-Pássaro voou alto na maior premiação do cinema mundial.

Girl power

Um dos pontos altos do Oscar 2015 foi o discurso inflamado de Patricia Arquette a favor dos direitos iguais entre homens e mulheres. “É tempo de termos igualdade de salários para todos e direitos iguais para as mulheres nos Estados Unidos”, disse ao receber a estatueta de atriz coadjuvante, por Boyhood. Palmas para ela!

Curiosamente, 2015 foi o ano em que dois blockbusters se renderam ao talento e potencial de heroínas. Se Charlize Theron brilhou como Furiosa em Mad Max: Estrada da Fúria, tendo até mesmo mais destaque que o personagem título, o que dizer de Daisy Ridley e sua Rey no arrasa-quarteirão Star Wars – O Despertar da Força? Go, girl, go!


Sequências décadas após o original

A temporada 2015 trouxe uma peculiaridade: sequências de filmes que haviam sido lançados há muito tempo, em alguns casos há mais de uma década! Mad Max: Estrada da Fúria foi lançado 30 anos após Mad Max Além da Cúpula do TrovãoJurassic Worldveio 14 anos depois de Jurassic Park 3; e Pequeno Dicionário Amoroso 2 estreou 18 anos após o original.

Ano de despedidas

Nem Paul Walker nem Eduardo Coutinho faleceram em 2015, mas este foi o ano em que acompanharmos seus últimos trabalhos no cinema. No caso do diretor brasileiro, o documentário Últimas Conversas foi finalizado pela montadora Jordana Berg e o produtor João Moreira Salles, parceiros de boa parte de sua carreira. Já Paul Walker esteve em Velozes & Furiosos 7, cujo sucesso em boa parte pode ser creditado à homenagem feita ao ator. Até mesmo seus irmãos participaram das filmagens, servindo como dublês em cenas não finalizadas antes do fatídico acidente que o matou.

Avante, Vingadores!

Vingadores: Era de Ultron era um dos filmes mais aguardados do ano, graças ao sucesso do original e aos novos super-heróis e vilões que seriam apresentados (especialmente o robô Ultron, dublado por James Spader). Por mais que tenha feito sucesso, com 10,1 milhões de espectadores no Brasil e bilheteria mundial de US$ 1,4 bilhão, acabou ofuscado pelo desempenho ainda melhor de Velozes & Furiosos 7 (US$ 1,5 bilhão) e por não ter superado a bilheteria de Os Vingadores.

O susto dos dinossauros (e um certo salto alto…)

Por mais que se esperasse que Jurassic World fosse um sucesso de bilheteria, ninguém poderia imaginar que se saísse tão bem assim. A estreia já foi avassaladora, destruindo o recorde histórico de Os Vingadores ao arrecadar US$ 208 milhões em apenas um fim de semana (recorde que depois foi estraçalhado por Star Wars – O Despertar da Força, mas isto é assunto para mais tarde). No fim das contas, Jurassic World chegou ao posto de terceira maior bilheteria de todos os tempos, atrás apenas de Avatar e Titanic, com US$ 1,6 bilhão.

Por outro lado, a nova aventura dos dinossauros recebeu as mais variadas críticas devido ao figurino de Bryce Dallas Howard, com uma roupa branca e de salto alto em plena natureza!!! O pessoal do Women Film Critics Circle não gostou nem um pouco…

A volta da Pixar

Após um ano sabático, a Pixar voltou aos cinemas em dose dupla! É bem verdade que o afastamento temporário não estava inicialmente previsto, e apenas aconteceu devido a problemas na produção de O Bom Dinossauro, adiado para novembro deste ano. De toda forma, o estúdio brilhou intensamente com o impactante Divertida Mente – nome certo no Oscar 2016, nem que seja apenas na categoria de melhor animação.


Godard e o 3D

Ok, Adeus à Linguagem teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2014, mas no Brasil apenas estreou em 30 de julho deste ano. Os atores Heloise GodetKamel Abdeli vieram ao país (e nós conversamos com eles!), mas a curiosidade é que, por ser em 3D, o longa-metragem não ficou restrito apenas ao circuito de arte e foi também exibido em alguns multiplexes nas principais capitais do país. Ver um filme de Jean-Luc Godard ao lado de blockbusters foi uma experiência bem inusitada.

O fiasco de Quarteto Fantástico

A ideia era revigorar a franquia com os super-heróis da Marvel, mas deu tudo errado! Os produtores se meteram no trabalho do diretor Josh Trank, que chutou o balde e reclamou no Twitter (e depois apagou!). Resumo da ópera: um dos grandes fiascos do ano, tanto de crítica quanto de público, que coloca em xeque o próprio futuro dos personagens nas telonas.

Agentes secretos

James Bond e Ethan Hunt indiscutivelmente são os agentes secretos mais famosos do cinema. Ambos marcaram presença em 2015, mas com resultados bem diferentes. Se Missão Impossível – Nação Secreta é por muitos apontados o melhor filme da franquia estrelada por Tom Cruise007 Contra Spectre deixou um gostinho de decepção, ainda mais por trazer de volta o diretor Sam Mendes e o astro Daniel Craig.

Que Horas Ela Volta? e a força das redes sociais

A carreira de Que Horas Ela Volta? nos cinemas brasileiros começou bem devagar,sequer figurando entre as 10 maiores bilheterias no fim de semana de estreia. Começou então um forte boca-a-boca nas redes sociais, não apenas incentivando as pessoas para que fossem vê-lo mas também para que as exibidoras o programassem em mais salas. Deu certo! Impulsionado por uma possível indicação ao Oscar (que infelizmentenão veio), o drama estrelado por Regina Casé foi visto por quase 500 mil pessoas nos cinemas nacionais.

Boicote a Love

Exibido em primeira mão no Festival de Cannes deste ano, Love causou furor por exibir várias cenas de sexo explícito em 3D. O Brasil foi um dos primeiros países a exibi-lo comercialmente, mas na hora H o longa-metragem enfrentou um boicote das exibidoras. Resultado: o circuito do filme diminuiu consideravelmente, a distribuidora chiou e foi difícil encontrá-lo em 3D.


Vaias para Cláudio Assis

Por mais que seu novo filme, Big Jato, não tenha estreado no circuito comercial, o diretor Cláudio Assis foi uma das personalidades do ano, pelo lado negativo. Tudo porque, ao apresentar seu novo filme no Festival de Brasília, recebeu uma vaia ensurdecedora, que o impediu de falar a cada nova tentativa. O ocorrido foi consequência do que havia acontecido semanas antes, quando o diretor estrelou um verdadeiro vexame em um debate sobre Que Horas Ela Volta? no Recife, onde ridicularizou a presença de mulheres na direção diante de Anna Muylaert, diretora do longa-metragem. O caso ganhou repercussão nacional, Assis e o colega Lírio Ferreiraforam suspensos por um ano na Fundação Joaquim Nabuco e, por mais que Muylaert os tenha perdoado publicamente, o público não deixou a situação passar em branco.

Em tempo: Big Jato foi o grande vencedor do Festival de Brasília, com cinco troféus. Mas, apesar de ter ganho o Candango de melhor filme, Cláudio Assis não levou o de melhor diretor.

Antes tarde do que nunca

Quando o AdoroCinema foi lançado, há 15 anos, já havia uma notícia que falava do adiamento de Chatô. Pois não é que, após 20 anos de espera, o filme enfim chegou aos cinemas? Outro filme nacional perdido no limbo que enfim chegou ao circuito comercial foi A Hora e a Vez de Augusto Matraga, premiado no Festival do Rio 2011.

Um novo meio de ver filmes

Quem acompanha o universo das séries já tinha se habituado a acessar a Netflix para acompanhar House of Cards, Orange is the New Black, NarcosDemolidor e outras tantas produções de sucesso. Só que, neste ano, a Netflix decidiu investir também em filmes e lançou, apenas em sua plataforma, duas produções próprias: Beasts of No Nation e The Ridiculous Six.

Dose dupla (ou tripla)

Alguns diretores apareceram várias vezes no circuito cinematográfico brasileiro ao longo de 2015. É o caso de Angelina Jolie e Naomi Kawase, que lançaram dois filmes cada: Invencível e À Beira MarO Segredo das Águas e Sabor da Vida. Mas o recordista é mesmo Murilo Salles, que lançou três filmes de uma só vez: O Fim e os MeiosPassarinho Lá de Nova York e Aprendi a Jogar com Você.

Desfecho frustrante

Quem leu a trilogia literária sempre disse que o final de Jogos Vorazes era épico, mas o que se viu nas telonas não foi bem isto. Seja pela decisão em dividir o livro em dois filmes ou pelos próprios equívocos na condução do capítulo final, fato é que Jogos Vorazes: A Esperança – O Final ficou bem aquém do que se esperava. Não foi à toa que teve a menor bilheteria dos quatro filmes da franquia.

O sucesso das comédias nacionais

Como de hábito, 2015 foi um ano ótimo para as comédias brasileiras (em termos de bilheteria, é bom deixar claro!). Loucas pra CasarVai que Cola superaram a marca de três milhões de espectadores, enquanto que Meu Passado Me Condena 2 chegou perto disto. S.O.S. Mulheres ao Mar 2Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Aneltambém superaram a marca de um milhão de espectadores. O único filme nacional fora do gênero comédia a também alcançar este feito foi Carrossel, com 2,5 milhões.

Ficaram devendo

2015 foi também o ano em que muitos grandes diretores lançaram novos filmes, e ficaram devendo: Woody Allen (Homem Irracional), Tim Burton (Grandes Olhos), Jorge Furtado (Real Beleza) e Cameron Crowe (Sob o Mesmo Céu). Todos podem fazer bem melhor, estamos de olho!

Visitantes ilustres

Vários foram os atores, diretores e até escritores a aterrisar em terras brasileiras para promover seus novos trabalhos no cinema (e o AdoroCinema entrevistou todos eles!). Confira a lista: Arnold Schwarzenegger por O Exterminador do Futuro: GênesisKaya ScodelarioGiancarlo Esposito por Maze Runner: Prova de FogoJohn GreenNat Wolff por Cidades de PapelHenry CavillArmie Hammer por O Agente da U.N.C.L.E.Louis Garrel por Dois AmigosJack Black por GoosebumpsQuentin TarantinoTim Roth por Os Oito OdiadosMark Osborne por O Pequeno PríncipeAnthony Russo por Capitão América: Guerra Civil e a trupe Adam Sandler, Terry CrewsJorge GarciaTaylor Lautner por The Ridiculous 6.

A febre Star Wars está de volta!

Ninguém duvidava que a proximidade da estreia de Star Wars – O Despertar da Forçafaria com que os fãs tirassem os sabres de luz e fantasias do armário, mas o Episódio VII fez muito mais do que isto! Além da gigantesca campanha de marketing, que trouxe dezenas de produtos associados, o novo filme foi, sem sombra de dúvidas, o lançamento mais impactante do ano – e, ainda por cima, é muito bom! Resultado: até o término desta matéria especial, o AdoroCinema já havia publicado 420 notícias sobre o filme – e crescendo…

#NãoVaiTerCrise

Crise foi a palavra mais ouvida ao longo de 2015, seja no âmbito econômico ou no político. Mas, ao menos no cinema, ela passou longe. Pela primeira vez na história a bilheteria mundial atingiu a marca de US$ 11 bilhões. Quatro filmes faturaram, cada, mais de US$ 1 bilhão: Jurassic World, Velozes & Furiosos 7Vingadores: Era de UltronMinions – e é questão de tempo até o novo Star Wars chegar lá.

No Brasil, a situação não foi diferente. Com cerca de 170 milhões de ingressos vendidos, o mercado nacional teve alta de 7% em relação a 2014 – trata-se do sétimo ano seguido de crescimento, outra conquista importante. A renda total também cresceu, 12,8% em relação ao ano anterior, atingindo à marca de R$ 2,25 bilhões. E, para a alegria dos cinéfilos espalhados pelo país, 247 novas salas foram abertas ao longo do ano. Nada mal!

FONTE:http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-118184/

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